C3 - Estudo e Aprofundamento LP
Professoras e professores,
Para darmos continuidade à leitura colaborativa pelos estudantes de textos de divulgação científica sobre as mudanças climáticas, disponibilizamos os textos utilizados durante o encontro presencial para que possam relacioná-los aos seus mapas conceituais.
Vamos lá?
Observe as perguntas levantadas pelos estudantes de Itaguaí?
Perguntas que ainda ficaram para as crianças:
- Qual a relação entre efeito estufa e aquecimento global?
- Quais são as ações responsáveis pelo excesso do aquecimento global? É verdade que está acontecendo o aquecimento global?
- Quanto aumenta a cada ano o aquecimento global?
- Em que as áreas verdes contribuem para amenizar essas mudanças climáticas?
- Por que esse pico de calor está acontecendo?
- Traz algum risco para todos nós?
- Qual é o impacto ambiental causado pela alimentação? Por que um alimento pode causar esse impacto?
- Não sabemos mais quando é primavera, outono, verão e inverno. Por que isso?
- O que podemos fazer no dia a dia para evitar o aquecimento global?
- Se pararem as indústrias, isso diminuiria?
- O que é exatamente sensação térmica?
- Por que o calor está tão forte agora?
- Isso acontece só no Rio de Janeiro ou em outros lugares também?
- Será que esse calor tem a ver com o desmatamento?
- Plantar árvores pode ajudar a refrescar o planeta?
- As pessoas estão passando mal por causa disso?
- A escola pode fazer alguma coisa para ajudar?
- Por que as cidades são mais quentes do que o campo?
- Esse calor vai durar para sempre?
Agora, clique nas imagens e baixe os
De que maneira esses textos e a discussão sobre esses conceitos podem apoiar o propósito leitor de ler para saber mais sobre esse tema?
Para refletir sobre como usar esses textos em sala de aula, leia esse trecho do material disponibilizado pelo Compromisso Nacional da Criança Alfabetizada:
Pode-se
dizer que livros e textos com função informativa são instrumentos que estão a
serviço da aprendizagem de novos conceitos e fatos, bem como da satisfação do
desejo de saber mais, de conhecer as coisas do mundo e pensar sobre elas,
podendo dirigir-se a leitores de diferentes faixas etárias. Sua leitura implica
saber localizar e compreender a informação principal, o que é essencial em
função do que se procura, e saber transitar em um formato textual que, embora
ofereça informação estruturada, nem sempre se organiza da esquerda para a
direita, de cima para baixo – como acontece na maioria dos livros de ficção –,
dispondo-se a atribuir sentido ao texto. É necessário ter familiaridade e fazer
uso de elementos como índices, sumários, glossários, levando em conta certas
características do projeto gráfico, como a relação entre texto e imagem. A
imagem também é lida, contém informação, conecta-se ao texto escrito ora
complementando-o ou reforçando-o, ora contradizendo-o, e, por isso, precisa ser
compreendida (Carvalho, Gouveia, Faria, 2016). Igualmente necessário é saber
adotar uma atitude crítica diante do texto, identificando as intenções do
autor, investigando suas escolhas sobre o que e como apresenta e,
principalmente, julgando a veracidade das informações apresentadas (Garralón,
2012). 3 Alguns linguistas usam o termo “textos expositivos” para fazer
referência ao que estamos chamando aqui de “textos com função informativa”.
Preferimos esta denominação porque nem sempre os textos em questão são caracterizados
como uma exposição, podendo apresentar estrutura descritiva, comparativa ou
classificativa, por exemplo. Esses textos assumem características distintas e
apresentam aspectos constitutivos do discurso científico que variam a depender
do campo do saber a que seu conteúdo se vincula.
Os textos com função informativa requerem uma leitura mais próxima do texto e atenta às chaves linguísticas que organizam e dão continuidade às ideias ali presentes. Trata-se de uma situação em que o leitor se questiona sobre o texto, o seu conteúdo e o que dele vai compreendendo ou não à medida que avança. Ademais, é preciso enfatizar que, quando lê para sanar uma curiosidade, o leitor se empenha em conservar informações, a fim de poder utilizá-las em outro momento, de forma pertinente, frente às perguntas ou situações que se colocam. “Para consegui-lo, é necessário fazer um esforço de reelaboração e reorganização maior do que o necessário quando se lê em função de outros propósitos” (Buenos Aires, 2004, p. 722)”.
Fonte: STELLA, Paula. In: Ler para aprender a seguir aprendendo ao longo da vida. Brasil. Ministério da Educação Alfabetização contextualizada e reflexiva: percurso formativo para 1° e 2° anos: fascículo 4 do/a professor/a: Práticas de leitura e escrita de textos com função informativa./ Brasil. Ministério da Educação. -- Teresina, PI : Editora CEAD, 2025 (p. 9 e 10).









