C3 - Atividade Prática - fórum

Número de respostas: 22

Olá, coordenadora!

A proposta de atividade prática deste ciclo será a participação em um fórum de discussão a partir da leitura de um texto sobre as devolutivas de observação de aula.

Para participar, siga as orientações:

Realize a leitura do texto indicado a seguir.

Durante a leitura, identifique os princípios que podem nortear a coordenadora ou coordenador ao elaborar e realizar as devolutivas da observação de aula para professores.

Selecione um pequeno trecho do texto (pode ser uma frase, um parágrafo) que tenha relação com algo que você viveu recentemente nos contextos de observação de aula e devolutiva aos docentes. O trecho pode dialogar com sua vivência de forma positiva, confirmando e validando sua prática. Mas também pode ocorrer o oposto, você pode ter vivido algo muito diferente do que o texto propõe, e os resultados podem ter sido bons ou não! O importante é estabelecer um diálogo, uma relação entre texto e sua vivência de observação e devolutiva, para podermos refletir sobre esta estratégia formativa.

  

  Trecho do texto: O Coordenador Pedagógico no Acompanhamento e Avaliação das Aprendizagens” 1

 

DEVOLUTIVAS PARA O PROFESSOR

As devolutivas são essenciais para que professor e coordenador analisem as práticas em busca de reflexões sobre a ação. Entretanto, não basta realizar uma devolutiva sem dialogar para poder oferecer ao professor proposições que possam colaborar com o seu planejamento e execução pedagógica. A devolutiva é a parte da estratégia de observação mais potente para a formação do professor, pois por meio dela coordenador e professor podem estabelecer diálogos, resgatar ações e identificar fragilidades e potencialidades.

As devolutivas não podem acontecer com um intervalo muito grande após a observação, pois as práticas podem se perder. O ideal é que esse intervalo não exceda a uma semana. Para esse momento de devolutiva, é interessante disponibilizar as anotações antes da conversa individual com o professor, para que ele tenha oportunidade de resgatar suas ações e organizar dúvidas para o diálogo.

As anotações podem ter diferentes formatos. É possível entregá-las exatamente como foram feitas durante a observação, sem grandes preocupações com formalidades, apenas tendo como objetivo destacar pontos importantes para a conversa. Mas as anotações também podem ser cuidadas com maior detalhamento, em que o coordenador produza uma escrita direcionada ao professor, valorizando suas práticas e deixando dicas, sugestões e problematizações para iniciar o processo formativo.

É indicado oferecer ao professor anotações relevantes sobre a prática observada e que valorizam seu trabalho. Cabe considerar, no entanto, que o ato de valorizar não se restringe apenas a elogiar práticas, mas indica tanto potencialidades como fragilidades no seu desenvolvimento profissional. É interessante incluir sugestões de leitura e referenciais de teóricos que possam fundamentar as práticas. Muitas vezes, os professores já exercem boas práticas, mas desconhecem os fundamentos teóricos que podem justificar seus caminhos e torná-los mais conscientes.

As devolutivas se organizam em diferentes formatos, mas a conversa individual pode acompanhar qualquer tipo de registro e anotação compartilhada, pois é nesse momento que o diálogo e a reflexão ganham mais espaço. É preciso ter cuidado ao tratar das fragilidades e potências, sempre deixando claro que a conversa tem como objetivo a melhoria das práticas. Também é importante considerar, nessas análises, as condições e trabalho do professor, pois muitas fragilidades estão associadas às limitações da própria instituição escolar.

Também é preciso ter cuidado com os apontamentos, porque as observações são apenas recortes do que acontece diariamente nas salas de aula. Durante as conversas individuais, é essencial conhecer o contexto de modo mais detalhado, a partir das informações trazidas pelo professor. Assim, o diálogo entre as sugestões do coordenador e as vivências do professor acontecem efetivamente.

As devolutivas também se dão em momentos coletivos, em que discussões e reflexões sobre práticas específicas contribuem para a formação dos demais professores da escola. Nos momentos coletivos, os cuidados devem ser redobrados, evitando exposições ou construções de estereótipos dentro do grupo de professores.

Para além das devolutivas individuais ou coletivas, as anotações e registros diversos sobre as aulas observadas permitem que o Coordenador Pedagógico organize outras propostas de formação para atender às necessidades do seu corpo docente.

Serão necessárias a sensibilidade, a competência e a capacidade de diálogo do Coordenador Pedagógico para colocar-se como parceiro do ato de ensinar e não como um controlador da ação pedagógica. O objetivo principal da observação de aulas é atuar na direção da melhoria da condição e das práticas de ensino, o que provavelmente trará repercussão direta na melhoria da aprendizagem dos estudantes.

 ¹ O Coordenador Pedagógico no acompanhamento e avaliação das aprendizagens. IN: Orientações didáticas do currículo da cidade. Ensino fundamental. Coordenação Pedagógica. Secretaria Municipal de Educação da Cidade de São Paulo (2018).

Para participar do fórum, copie o trecho que selecionou e comente-o, estabelecendo relação entre o que ele “diz” e o que você vivenciou.

Depois de fazer sua participação, movimente este fórum fazendo um comentário na postagem de pelo menos uma pessoa do grupo.

Se desejar, comente outras postagens também, responda às suas colegas, enfim... o espaço do fórum é de conversa!

Caso queira baixar o texto, clique aqui.

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Re: C3 - Atividade Prática - fórum

por Rosemary Ayres Siqueira de Souza -
“Serão necessárias a sensibilidade, a competência e a capacidade de diálogo do Coordenador Pedagógico para colocar-se como parceiro do ato de ensinar e não como um controlador da ação pedagógica.”

Esse trecho me chamou muito a atenção porque dialoga diretamente com uma situação que vivi recentemente durante a devolutiva de uma observação de aula. Durante a conversa com o professor observado, percebi que, mesmo com boas intenções, minha postura inicialmente soava mais avaliativa do que colaborativa. Havia um certo tom de “correção” nos apontamentos, que acabou gerando certo desconforto. Ao perceber isso, mudei a abordagem para uma escuta mais atenta, abrindo espaço para que ele compartilhasse suas intenções com a aula, suas dificuldades e reflexões.
Foi nesse momento que o diálogo realmente se estabeleceu. A partir daí, conseguimos construir sugestões conjuntamente, pensando em possibilidades reais, considerando o contexto e as condições de trabalho dele. Essa experiência reforçou a importância de nos colocarmos como parceiros no processo de ensino-aprendizagem, e não como alguém que está ali para julgar. A escuta sensível e o respeito à prática do professor são fundamentais para que a devolutiva cumpra seu papel formativo, e não se torne uma ferramenta de controle.
Em resposta à Rosemary Ayres Siqueira de Souza

Re: C3 - Atividade Prática - fórum

por Maria Candida Di Pierro -
Rosemary querida, sua postagem revela uma postura formativa sensível e flexível. Todas nós em algum momento nos pegamos " prescrevendo", "avaliando", quando deveríamos estar trocando, escutando!! Vou aguardar os comentários das suas colegas e depois continuamos. Forte abraço!
Em resposta à Rosemary Ayres Siqueira de Souza

Re: C3 - Atividade Prática - fórum

por Tania Aparecida Martins Lage -
Tanto o trecho destacado por você, Rosemary, do texto "O coordenador pedagógico no acompanhamento e avaliação das aprendizagens", quanto sua atitude de mudar de posição durante a devolutiva ao professor, é um dos desafios enfrentados por nós, coordenadoras pedagógicas, temos que constantemente transitar entre a nossa função de formadoras, que percebem o que o professor precisa melhorar na sua prática para, às vezes, nos posicionarmos como os professores, buscando compreender suas dificuldades. É justamente nesse movimento que conseguimos nos constituir como coordenadoras ou parceiras mais experientes para atuar na formação individual do professor. Conforme Pelisari, "atuar em trânsito entre o papel de professor e formador é um dos seis desafios do formador".
Em resposta à Rosemary Ayres Siqueira de Souza

Re: C3 - Atividade Prática - fórum

por Franciele Cota Borges -
Rosemary, o seu relato contribui positivamente para minhas práticas. A sua sensibilidade em perceber o desconforto e a mudança na abordagem foram ações assertivas, promovendo reflexão sobre como a escuta atenta é uma condição para o diálogo, o que permite a parceria em prol de boas práticas que favorecem as aprendizagens dos estudantes.
Em resposta à Rosemary Ayres Siqueira de Souza

Re: C3 - Atividade Prática - fórum

por Elaine Cristina Silva -
Acho que todas nós, ou a maioria passa por isso. Há uma preocupação, insegurança por parte dos professores. Como você escreveu soa mais como avaliação do que colaboração e parceria.
Em resposta à Elaine Cristina Silva

Re: C3 - Atividade Prática - fórum

por Maria Candida Di Pierro -
Verdade, Elaine, a observação de aula pode ser, às vezes, confundida com um ato de avaliação por parte da coordenação; não é de uma hora para outra que a parceria é construída, não é?
Então... Como vocês têm lidado com essa questão? Pergunta que vale para todas as coordenadoras deste grupo!!
Abraço!
Em resposta à Primeiro post

Re: C3 - Atividade Prática - fórum

por Geralda de Fátima da Conceição -
"É indicado oferecer ao professor anotações relevantes sobre a prática observada e que valorizam seu trabalho. Cabe considerar, no entanto, que o ato de valorizar não se restringe apenas a elogiar práticas, mas indica tanto potencialidades como fragilidades no seu desenvolvimento profissional."

Esse trecho me chamou atenção porque recentemente, em uma devolutiva que fiz após observar uma aula, procurei justamente equilibrar os elogios e os pontos de melhoria. Validei práticas positivas do professor, como a forma como ele organizou a participação dos alunos e incentivou a troca de ideias. Porém, também apontei fragilidades, como a necessidade de explorar mais estratégias de retomada de conteúdo para os alunos que tinham dificuldade de acompanhar. Notei que essa postura de reconhecimento e, ao mesmo tempo, de sugestão, tornou a conversa mais produtiva, pois o professor se sentiu valorizado e, ao mesmo tempo, desafiado a avançar em sua prática.
Em resposta à Geralda de Fátima da Conceição

Re: C3 - Atividade Prática - fórum

por Rosemary Ayres Siqueira de Souza -
Geralda, ao reconhecer as boas práticas do professor e, simultaneamente, apontar aspectos a serem aprimorados, você mostra sensibilidade e respeito pelo trabalho do outro. Essa abordagem favorece uma escuta mais aberta e engajada, criando um ambiente de diálogo e crescimento mútuo. É interessante perceber como o reconhecimento pode fortalecer a confiança do professor, ao mesmo tempo em que os desafios propostos impulsionam o aperfeiçoamento profissional.
Em resposta à Rosemary Ayres Siqueira de Souza

Re: C3 - Atividade Prática - fórum

por Elaine Cristina Silva -
Falou tudo Rosemary - Mostra sensibilidade e respeito pelo trabalho do outro. Precisamos mostrar que tudo funciona bem quando criamos um diálogo de parceria, troca de ideias, "o ouvir" e presenciar outras experiências de outros professores, nos ajuda muito também.
Em resposta à Elaine Cristina Silva

Re: C3 - Atividade Prática - fórum

por Tania Aparecida Martins Lage -
Conforme o texto " os seis desafios..." O formador precisa estar distante do professor o suficiente para conseguir perceber o que ele não percebe e perto o suficiente para compreender suas dificuldades", dessa forma conseguirá colaborar com o desenvolvimento profissional do professor por meio das reflexões que pode provocar sobre sua prática. As trocas de experiências entre os pares, principalmente com parceiros mais experientes, permitem que avancemos um pouco na nossa própria aprendizagem, ressignificar nossos saberes e reelaboramos nossos conceitos. Ser parceiro implica confiança e respeito mutuo.
Em resposta à Geralda de Fátima da Conceição

Re: C3 - Atividade Prática - fórum

por Maria Candida Di Pierro -
Querida Geralda, sua postagem traz algo muito importante! Mesmo quando a prática observada tem qualidades, o professor tem direito que seu parceiro ou parceira mais experiente o ajude a avançar mais ainda. Assim se constrói uma boa parceria profissional! Vamos aguardar as postagens de outras colegas e voltamos aqui! Abraço!!
Em resposta à Geralda de Fátima da Conceição

Re: C3 - Atividade Prática - fórum

por Tania Aparecida Martins Lage -
Preta, o seu relato é muito importante e dialoga com um dos desafios do formador que é "compreender os processos de aprendizagem do adulto - professor", acredito que a forma como você abordou a questão da fragilidade ajudou esse professor a começar a pensar nas próprias concepções, na maneira como ele ensina e na maneira como os alunos estão aprendendo e isso é muito rico, pois, conforme Pelissari, permite ao professor "reconceitualizar práticas até então cristalizadas".
Em resposta à Geralda de Fátima da Conceição

Re: C3 - Atividade Prática - fórum

por Franciele Cota Borges -
Geralda, sua postagem apontou caminhos para minhas observações de aula e devolutivas . Uma vez que indicar as fragilidades para o desenvolvimento profissional do docente foi um desafio a ser vencido e sendo fundamental garantir o profissionalismo , respeito e como ação formativa.
Em resposta à Primeiro post

Re: C3 - Atividade Prática - fórum

por Geralda de Fátima da Conceição -
Rosemary, sua experiência ilustra de forma muito concreta como a intenção formativa pode ser comprometida quando a comunicação assume um tom avaliativo ou corretivo. É natural que, na excitação de contribuir, a postura inicial possa soar como julgamento. No entanto, a virada que você promoveu – ao priorizar a escuta e o diálogo – é justamente o que transforma a devolutiva em uma construção conjunta, respeitosa e eficaz.
Esse episódio evidencia a importância de reconhecer o professor como sujeito ativo, com saberes, experiências e desafios próprios. Ao criar um espaço seguro para que ele possa compartilhar suas reflexões, você fortaleceu a confiança e abriu caminho para uma colaboração genuína.
Em resposta à Primeiro post

Re: C3 - Atividade Prática - fórum

por Maria Candida Di Pierro -
Caras coordenadoras,
Apesar do grupo pequenino, a conversa já está rica e reflexiva. Quero convidar as demais para se juntarem por aqui! Um abração.
Em resposta à Primeiro post

Re: C3 - Atividade Prática - fórum

por Franciele Cota Borges -
"É indicado oferecer ao professor anotações relevantes sobre a prática observada e que valorizam seu trabalho. Cabe considerar, no entanto, que o ato de valorizar não se restringe apenas a elogiar práticas, mas indica tanto potencialidades como fragilidades no seu desenvolvimento profissional."
Esse trecho trouxe reflexão sobre minhas ações enquanto formadora de docentes. A observação de sala e as devolutivas são momentos potentes para a demanda formativa do professor. Porém, em uma observação feita por mim em uma turma de uma professora, tive dificuldade em dosar os elogios e suas fragilidades, por ser uma professora que não acompanho. Não queria ser invasiva e também me questionei como apontar suas fragilidades se não retornaria para continuar um processo formativo de sua demanda.

Entretanto, depois da última formação, aprendi que posso usar como recursos as sugestões, dicas e indicações de leituras, com fundamentos teóricos, para reflexões sobre práticas específicas que possam colaborar com o seu planejamento e execução pedagógica.
Em resposta à Franciele Cota Borges

Re: C3 - Atividade Prática - fórum

por Tania Aparecida Martins Lage -
Conforme temos acompanhado nas formações de LP e didática da matemática, nossas formadoras além de fazer indicações de leituras para fundamentos teóricos, também priorizam alguns pontos para as devolutivas aos professores, não é tudo de uma vez, restringir, ou destacar alguns pontos favorece uma reflexão mais aprofundada sobre o tema. Precisamos avançar um pouco mais na qualificação de nossas devolutivas, deixando sempre algumas questões para que os professores possam refletir posteriormente e o direcione para uma necessidade de autoformação, pois elas servem para auxiliar os professores na autorreflexão, nas escolhas didáticas, metodológicas e da gestão de sala. As anotações que fazemos durante uma observação também ajudam a organizar boas propostas de formação para atender as necessidades do grupo. A parceria entre professor e coordenador é muito importante, assim como as relações que se estabelecem entre nós, coordenadoras, para que possamos nos desenvolver profissionalmente, apoiadas pelas experiências e saberes que construimos.
Em resposta à Primeiro post

Re: C3 - Atividade Prática - fórum

por Elaine Cristina Silva -
"É indicado oferecer ao professor anotações relevantes sobre a prática observada e que valorizam seu trabalho. Cabe considerar, no entanto, que o ato de valorizar não se restringe apenas a elogiar práticas.."

É recomendável dar ao professor feedback significativos e pertinentes, reconhecendo a importância do que o professor faz, deve ter um tom construtivo e respeitoso. Valorizar o trabalho de um professor não é só fazer elogios. Podemos apontar aspectos a melhorar, de forma respeitosa e com objetivo de um apoio ao seu desenvolvimento profissional. O coordenador faz seus registros escritos, sempre importantes ou significativos sobre sua observação, o que ele viu. As anotações devem mostrar reconhecimento, ressaltar os pontos daquele momento e conversar sobre o que pode melhorar, acrescentar ou retornar.
Em resposta à Elaine Cristina Silva

Re: C3 - Atividade Prática - fórum

por Tania Aparecida Martins Lage -
Sim, Elaine, os feedback precisam ajudar o professor a refletir sobre sua prática, o que pode melhorar, o que precisa aprofundar mais em seu conhecimento. A devolutiva não pode ser feita com palavras vazias e sem sentido. A devolutiva precisa ser um momento de construção do conhecimento, por isso é muito importante que a gente busque um aporte teórico para embasar nossa devolutiva aos professores, isso da mais credibilidade ao nosso trabalho e mostra que a gente sabe do que está falando. Isso é o que vejo acontecer nas devolutivas que as formadoras nos dão, embasadas por aporte teórico conseguem nos fazer refletir sobre nossa prática à luz das teorias que as sustentam. Por isso precisamos organizar nossa agenda e abrir espaço para autoformações e leituras dos textos indicados.
Em resposta à Primeiro post

Re: C3 - Atividade Prática - fórum

por Elaine Cristina Silva -
" Para além das devolutivas individuais ou coletivas, as anotações e registros sobre aulas observadas permitem que o coordenador pedagógico organize outras propostas de formação para atender as necessidades d o seu corpo docente."...


O Coordenador usa as informações(registros), para criar estratégias de formação que ajudem os professores nas suas necessidades.
Em resposta à Primeiro post

Re: C3 - Atividade Prática - fórum

por Maria Candida Di Pierro -
Caras coordenadoras, como vão vocês? Espero que estejam muito bem.
Nosso fórum, até aqui, foi muito interessante! Vocês estabeleceram um diálogo entre as suas práticas e o texto sobre as devolutivas de observação de aula que eu considerei riquíssimo.
Como sabem, nessas semanas, é esperado que as professoras e professores estejam desenvolvendo nas suas turmas a prática dos jogos matemáticos do Ciclo 3. Imagino que vocês estejam fazendo o acompanhamento dos planejamentos dessas atividades, e, em alguns casos, a observação da prática, e, consequentemente, a devolutiva.
Sendo assim, gostaria de lançar algumas novas questões para conversarmos aqui no fórum:
- o que vocês puderam observar que consideram avanços das professora e do professor na prática com os jogos (pode ser no planejamento, pode ser na prática em si...) ?
- no caso de terem realizado a devolutiva ao professor, em que medida você considera que essa estratégia formativa ficou melhor apropriada por você, mais amadurecida e potente? Se não, por quais motivos? 
Deixo estas questões, escolham a que desejarem para comentar, ou até mesmo as duas, se preferirem. 
Aguardo vocês!!! Forte abraço
Candida 

Em resposta à Primeiro post

Re: C3 - Atividade Prática - fórum

por Maria Candida Di Pierro -

Caras coordenadoras, como estão? Espero encontrá-las bem nesse momento do ano tão desafiador nas escolas! 

 Nosso fórum se  encerrou há um bom tempo; nesse momento, venho fazer uma síntese dos  pontos principais trazidos por vocês.

O texto lido caracteriza a devolutiva como “a parte da estratégia de observação mais potente para a formação do professor, pois por meio dela coordenador e professor podem estabelecer diálogos, resgatar ações e identificar fragilidades e potencialidades.”

O que talvez seja o ponto mais desafiador das devolutivas, conforme indicado pelo texto, é a importância de “colocar-se como parceiro do ato de ensinar e não como um controlador da ação pedagógica.”  

A esse respeito, Rosemary indicou como uma experiência sua, na qual se deslocou de um lugar mais prescritivo para outro lugar, de troca e escuta, permitiu vivenciar consequências muito positivas!!

A Geralda ressaltou um ponto relevante trazido pelo texto: “Cabe considerar (...) que o ato de valorizar não se restringe apenas a elogiar práticas, mas indica tanto potencialidades como fragilidades no seu desenvolvimento profissional."

Esse é um ponto desafiador para as e os coordenadoras/es: não se limitar aos elogios, mas também indicar os avanços necessários. Temos visto que, quando ainda não está fortemente construída a relação de parceria com os docentes, a coordenadora ou coordenador se limita a pontuar as boas situações observadas. Vale refletir: até que ponto essa ação é formativa? Será que o professor não se sentiria mais acolhido quando o seu parceiro mais experiente – a/o coordenadora/or - indica também as fragilidades percebidas e se disponibiliza a buscar juntos boas estratégias?  Quando a Geralda diz da “postura de reconhecimento do professor”, acredito que ela vivenciou exatamente essa relação a que me refiro...

Ainda a respeito da complexidade que é indicar ao professor ou professora as fragilidades observadas, a Franciele faz uma colocação oportuna:

“(...) aprendi que posso usar como recursos as sugestões, dicas e indicações de leituras, com fundamentos teóricos, para reflexões sobre práticas específicas que possam colaborar com o seu planejamento e execução pedagógica.”

Quando a CP apresenta sugestões de textos que se relacionam com a prática observada, ela está dizendo: vamos aprofundar sobre esse assunto? Conversar mais? À luz de conceitos que foram sistematizados por pesquisadores...? esse é um recurso muito precioso, pois ela sai do lugar de enunciar saberes, para um outro lugar, que é o de construir esses saberes junto com o docente.

Entretanto, para ter esse leque de opções, a CP precisa estudar, conhecer bibliografia, enfim, ter um bom repertório. As parcerias com as outras CP também podem ajudar muito nesse ponto, recomendando bons textos umas às outras.

A Elaine trouxe a questão das anotações e registros que a CP elabora e que não serão necessariamente utilizados na devolutiva, mas sim, estruturam suas ações formativas em outros momentos: “Para além das devolutivas individuais ou coletivas, as anotações e registros sobre aulas observadas permitem que o coordenador pedagógico organize outras propostas de formação para atender as necessidades do seu corpo docente".

Vocês já viveram alguma situação como essa? Em que a observação de aula trouxe temas a serem tratados coletivamente, entendidos como necessidades formativas da equipe?

Entremeando as postagens das CP, a Tania trouxe alguns aportes, dialogando com um texto de estudo, chamado “Os seis desafios do formador”, da Cristiane Pelissari.  Selecionei  um comentário seu que  dialoga com a questão muito presente no cotidiano das coordenadoras, que é o  grande volume de demandas, que muitas vezes dificulta a sua autoformação (os grifos são meus):

“ A devolutiva precisa ser um momento de construção do conhecimento, por isso é muito importante que a gente busque um aporte teórico para embasar nossa devolutiva aos professores, isso dá mais credibilidade ao nosso trabalho e mostra que a gente sabe do que está falando. Isso é o que vejo acontecer nas devolutivas que as formadoras nos dão, embasadas por aporte teórico conseguem nos fazer refletir sobre nossa prática à luz das teorias que as sustentam. Por isso precisamos organizar nossa agenda e abrir espaço para autoformações e leituras dos textos indicados.”

Eu coloquei luz nesse comentário da Tânia para que ele seja, ano que vem, um norte para as nossas reflexões!

Para finalizar, quero desejar a vocês um final de ano de paz e um ano novo repleto de saúde e alegria.  Deixo um abraço muito afetuoso em cada uma!!
Candida