Caras coordenadoras, como estão? Espero encontrá-las bem nesse momento do ano tão desafiador nas escolas!
Nosso fórum se encerrou há um bom tempo; nesse momento, venho
fazer uma síntese dos pontos principais
trazidos por vocês.
O texto lido caracteriza a
devolutiva como “a parte da estratégia de observação mais potente para a
formação do professor, pois por meio dela coordenador e professor podem
estabelecer diálogos, resgatar ações e identificar fragilidades e
potencialidades.”
O que talvez seja o ponto mais
desafiador das devolutivas, conforme indicado pelo texto, é a importância de “colocar-se
como parceiro do ato de ensinar e não como um controlador da ação pedagógica.”
A esse respeito, Rosemary
indicou como uma experiência sua, na qual se deslocou de um lugar mais
prescritivo para outro lugar, de troca e escuta, permitiu vivenciar
consequências muito positivas!!
A Geralda ressaltou um
ponto relevante trazido pelo texto: “Cabe considerar (...) que o ato de
valorizar não se restringe apenas a elogiar práticas, mas indica tanto
potencialidades como fragilidades no seu desenvolvimento
profissional."
Esse é um ponto desafiador para
as e os coordenadoras/es: não se limitar aos elogios, mas também indicar os
avanços necessários. Temos visto que, quando ainda não está fortemente
construída a relação de parceria com os docentes, a coordenadora ou coordenador
se limita a pontuar as boas situações observadas. Vale refletir: até que ponto
essa ação é formativa? Será que o professor não se sentiria mais acolhido
quando o seu parceiro mais experiente – a/o coordenadora/or - indica também as
fragilidades percebidas e se disponibiliza a buscar juntos boas estratégias? Quando a Geralda diz da “postura de
reconhecimento do professor”, acredito que ela vivenciou exatamente essa
relação a que me refiro...
Ainda a respeito da complexidade
que é indicar ao professor ou professora as fragilidades observadas, a Franciele
faz uma colocação oportuna:
“(...) aprendi que posso usar
como recursos as sugestões, dicas e indicações de leituras, com fundamentos
teóricos, para reflexões sobre práticas específicas que possam colaborar com o
seu planejamento e execução pedagógica.”
Quando a CP apresenta sugestões de
textos que se relacionam com a prática observada, ela está dizendo: vamos
aprofundar sobre esse assunto? Conversar mais? À luz de conceitos que foram
sistematizados por pesquisadores...? esse é um recurso muito precioso, pois
ela sai do lugar de enunciar saberes, para um outro lugar, que é o de construir
esses saberes junto com o docente.
Entretanto, para ter esse leque
de opções, a CP precisa estudar, conhecer bibliografia, enfim, ter um bom
repertório. As parcerias com as outras CP também podem ajudar muito nesse
ponto, recomendando bons textos umas às outras.
A Elaine trouxe a questão
das anotações e registros que a CP elabora e que não serão necessariamente
utilizados na devolutiva, mas sim, estruturam suas ações formativas em outros
momentos: “Para além das devolutivas individuais ou coletivas, as anotações
e registros sobre aulas observadas permitem que o coordenador pedagógico
organize outras propostas de formação para atender as necessidades do seu corpo
docente".
Vocês já viveram alguma situação
como essa? Em que a observação de aula trouxe temas a serem tratados
coletivamente, entendidos como necessidades formativas da equipe?
Entremeando as postagens das CP,
a Tania trouxe alguns aportes, dialogando com um texto de estudo,
chamado “Os seis desafios do formador”, da Cristiane Pelissari. Selecionei um comentário seu que dialoga com a questão muito
presente no cotidiano das coordenadoras, que é o grande volume de demandas, que muitas vezes
dificulta a sua autoformação (os grifos são meus):
“ A
devolutiva precisa ser um momento de construção do conhecimento, por
isso é muito importante que a gente busque um aporte teórico para embasar nossa
devolutiva aos professores, isso dá mais credibilidade ao nosso trabalho e
mostra que a gente sabe do que está falando. Isso é o que vejo acontecer nas
devolutivas que as formadoras nos dão, embasadas por aporte teórico conseguem
nos fazer refletir sobre nossa prática à luz das teorias que as sustentam. Por
isso precisamos organizar nossa agenda e abrir espaço para autoformações e
leituras dos textos indicados.”
Eu coloquei luz nesse comentário
da Tânia para que ele seja, ano que vem, um norte para as nossas reflexões!
Para finalizar, quero desejar
a vocês um final de ano de paz e um ano novo repleto de saúde e alegria. Deixo um abraço muito afetuoso em cada uma!!
Candida