C3 - Fórum - professoras/es 1º e 2º anos

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Número de respostas: 25
 Após a leitura da situação e cenas transcritas no Estudo e Aprofundamento, aqui no fórum vamos refletir as questões:


a) Quais condições didáticas foram garantidas pela professora Simone para que todas as crianças pudessem realizar as propostas?

b) Quais as principais intervenções feitas pela professora durante as situações didáticas que permitiram que as crianças refletissem sobre a escrita?

c) Como a professora interage com as respostas das crianças?

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Em resposta à Primeiro post

Re: C3 - Fórum - professoras/es 1º e 2º anos

por Erica Faria -
Oi, meninas, tudo bem?

Estamos esperando a contribuição de vocês! Quem vai começar?
Em resposta à Erica Faria

Re: C3 - Fórum - professoras/es 1º e 2º anos

por Alexandra Garcia da Silva -
Condições didáticas: Quando ela lê aqui em " Triture a bolacha" ( leitura pelo professor)
Quando a professora escrever a palavra Lígia e Livro ( escrita pelo professor)
Quando o aluno escreve letras até o limite do papel ( escrita pelo aluno)
Quando a aluno ler Limão e acha que tem muita letra ( leitura pelo aluno)
Intervenções: Quando a professora viu que a aluna não se manifestou, ela chamou a atenção para aquilo que Mateus estava escrevendo.
Quando disse que o nome da professora do 2° ano era Ligia e começava igual a Limão.
Quando ela escreveu Ligia e Livro perguntando qual parte das palavras ajudavam a escrever Limão.
Quando ela pergunta, apontando o TI, se já faz o TRI.
A professora interage fazendo novas perguntas para que os incentivem a pensar e andando pela sala.
Em resposta à Erica Faria

Re: C3 - Fórum - professoras/es 1º e 2º anos

por Norma Aparecida Nascimento Serpa -
As condições didáticas observadas na atividade mostram como a professora alterna momentos de leitura e escrita para favorecer a aprendizagem do sistema de escrita. Quando ela lê o trecho “Triture a bolacha”, oferece às crianças um modelo de leitura funcional dentro do contexto da atividade. Já ao escrever as palavras “Lígia” e “Livro” no quadro, disponibiliza referências gráficas convencionais que ajudam os alunos a comparar e reconhecer partes das palavras. Do lado dos estudantes, quando o aluno escreve letras até o limite do papel, demonstra sua hipótese sobre a escrita e como compreende o tamanho das palavras. Além disso, ao ler a palavra “Limão” e comentar que “tem muita letra”, o aluno revela sua percepção sobre a extensão e a estrutura da palavra.

As intervenções pedagógicas da professora ao longo da atividade também foram fundamentais. Ao perceber que uma das alunas não se manifestava, chamou sua atenção para o que Mateus estava escrevendo, estimulando a participação e a troca entre os colegas. Em seguida, ao relacionar o nome da professora do 2º ano, Lígia, com a palavra “Limão”, ela criou conexões entre palavras conhecidas, facilitando a compreensão de semelhanças sonoras e gráficas. Quando escreveu “Lígia” e “Livro” e perguntou qual parte dessas palavras ajudaria a escrever “Limão”, incentivou a reflexão sobre sílabas iniciais e correspondência entre som e letra. Ao apontar o “TI” e perguntar se os alunos já conseguiriam formar o “TRI”, promoveu avanços na análise das combinações silábicas. Durante todo o processo, a professora interagiu fazendo novas perguntas e circulando pela sala, incentivando o pensamento, a comparação entre palavras e a construção ativa de hipóteses pelas crianças.
Em resposta à Primeiro post

Re: C3 - Fórum - professoras/es 1º e 2º anos

por Lúcia Mendes Guedes -
As condições didáticas garantidas foram: agrupamento dos estudantes de acordo com o nível de desenvolvimento dos estudantes, a utilização de um texto já trabalhado em sala e presença de cartazes na sala de aula que garantiram aproximações com a escrita de palavras demandadas pela atividade.
As intervenções da professora foram no sentido de testar, reformular ou validar hipóteses, manter a dupla com foco n a atividade e para garantir a sistematização das discussões da dupla.
A professora questiona as duplas de modo que elas pensem sobre as estratégias formuladas com o cuidado de não antecipar a resposta. O foco das intervenções foi fazer com que as crianças reflitam sobre o processo de escrita e justifiquem as estratégias utilizadas.
Em resposta à Lúcia Mendes Guedes

Re: C3 - Fórum - professoras/es 1º e 2º anos

por Elaine Randger Souza de Oliveira -
As condições didáticas foram: organização das duplas de saberes mais próximos, atividades de textos trabalhados em sala de aula.
As intervenções da professora foi fundamental para validar os saberes, avançar na hipótese da escrita.
Observei também que a aluna Luísa não interviu quando Mateus escreveu a palavra LIMÃO até o limite da folha. Alice só responde que tinha muitas letras.
E não sílabas. Por isso que Mateus escreveu as letras M e A. e Luísa concorda lendo LIMÃO.
A intervenção da professora em dizer que o nome da professora no 2º ano B é Lígia e se conhecem outras palavras que começa LIMÂO e Luísa responde LIVRO. Isto também foi uma boa intervenção.
No segundo caso a professora estimula os alunos a pensarem quando pergunta á Lucas :
Se o TI já faz TRI?
Assim Lucas percebe que falta a letra R.
Alice tem mais conhecimento da escrita pediu para a professora escrever TRIÂNGULO E TRICOLOR.
Os alunos perceberam que precisava de 3 letras e não 2 para formar a sílaba TRI.
Em resposta à Primeiro post

Re: C3 - Fórum - professoras/es 1º e 2º anos

por Silverlaine Auxiliadora de Araújo dos Santos -
a) Quais condições didáticas foram garantidas pela professora Simone para que todas as crianças pudessem realizar as propostas?
A professora Simone organizou situações de aprendizagem que garantiram a participação de todas as crianças, respeitando os diferentes níveis de conhecimento sobre o sistema de escrita. Ela ofereceu diversos suportes didáticos, como cartazes, listas coletivas e registros anteriores, que funcionaram como recursos de apoio para a escrita. Além disso, propôs trabalhos em duplas e pequenos grupos, favorecendo a interação entre os alunos e a troca de saberes. Essas condições asseguraram que cada criança pudesse se envolver ativamente no processo, mobilizando seus próprios conhecimentos e aprendendo com os colegas.

b) Quais as principais intervenções feitas pela professora durante as situações didáticas que permitiram que as crianças refletissem sobre a escrita?
As intervenções da professora foram intencionais e mediadas pelo diálogo. Ela utilizou perguntas que provocavam a reflexão das crianças sobre o que estavam escrevendo, incentivando-as a pensar nas relações entre sons e letras, na segmentação das palavras e na completude da escrita. Simone retomava hipóteses apresentadas pelas crianças, promovendo comparações entre diferentes escritas e estimulando a revisão. Dessa forma, suas intervenções tinham o objetivo de fazer pensar, e não de corrigir, permitindo que a escrita fosse compreendida como objeto de reflexão.

c) Como a professora interage com as respostas das crianças?
A interação da professora com as respostas das crianças é pautada na escuta sensível, valorização e mediação das aprendizagens. Ela acolhe as hipóteses apresentadas, reconhecendo o raciocínio por trás de cada tentativa, e transforma essas respostas em ponto de partida para novas descobertas. Em suas intervenções, evita a correção direta e opta por perguntas que ampliam o pensamento e envolvem o grupo nas reflexões. Assim, constrói-se um ambiente de confiança, no qual o erro é entendido como parte essencial do processo de aprendizagem.
Em resposta à Primeiro post

Re: C3 - Fórum - professoras/es 1º e 2º anos

por Silverlaine Auxiliadora de Araújo dos Santos -
a) Quais condições didáticas foram garantidas pela professora Simone para que todas as crianças pudessem realizar as propostas?

A professora Simone garantiu condições didáticas diversificadas e intencionalmente planejadas, considerando os diferentes níveis de conhecimento das crianças sobre o Sistema de Escrita Alfabética (SEA). A organização da sequência didática partiu de uma situação comunicativa real e significativa — a elaboração de um livro de receitas de doces de família —, o que favoreceu o engajamento de todo o grupo.

Além disso, Simone estruturou os agrupamentos de forma heterogênea e ajustada às necessidades de aprendizagem: o grupo 1, composto por crianças com níveis silábico e não fonetizante, foi responsável pela lista de ingredientes (texto mais breve e com estrutura previsível), enquanto o grupo 2, formado por alunos com escrita alfabética e silábico-alfabética, produziu o modo de preparo (texto mais extenso e articulado). Essa divisão permitiu que cada aluno enfrentasse desafios compatíveis com suas hipóteses de escrita, assegurando acessibilidade cognitiva e participação equitativa na proposta.

A professora também garantiu materiais de apoio e momentos de retomada coletiva (como releitura de receitas, ditado de nomes e discussão de estruturas textuais), criando um contexto favorável para que todos pudessem compreender o propósito da escrita e avançar em suas hipóteses.

b) Quais as principais intervenções feitas pela professora durante as situações didáticas que permitiram que as crianças refletissem sobre a escrita?

As intervenções de Simone se caracterizam por um caráter investigativo, dialógico e provocador de reflexão, centrado na análise da escrita como objeto de conhecimento. Suas perguntas e comentários não têm o objetivo de corrigir diretamente, mas de levar as crianças a pensar sobre as relações entre sons, letras e palavras conhecidas.

No relato 1, ao intervir com a dupla Luisa e Mateus, a professora incentiva que comparem palavras conhecidas (“Lígia”, “livro”) para refletirem sobre o início de “limão”. Assim, mobiliza estratégias metalinguísticas (comparação, analogia e segmentação silábica), promovendo avanços na consciência fonológica e na análise das unidades sonoras.

No relato 2, ao acompanhar Lucas e Alice na escrita de “triture”, a professora conduz o raciocínio sobre a composição do “tri”, fazendo perguntas que desencadeiam um processo de verificação, comparação e autocorreção. A mediação, sustentada pela escrita de outras palavras de referência (“triângulo”, “tricolor”), evidencia uma prática de ensino pautada na reflexão e na busca de regularidades no sistema alfabético.

c) Como a professora interage com as respostas das crianças?

A interação da professora Simone é marcada por escuta atenta, valorização das hipóteses infantis e mediação construtiva. Ela acolhe as respostas das crianças, reconhecendo o raciocínio implícito em cada tentativa, e as utiliza como ponto de partida para novas descobertas. Em vez de simplesmente corrigir, transforma o erro em oportunidade de aprendizagem, incentivando o diálogo, a justificativa e a comparação de ideias entre os alunos.

Essa postura evidencia uma prática pedagógica investigativa, na qual a professora atua como parceira intelectual das crianças, auxiliando-as a pensar sobre o que escrevem e a compreender o funcionamento da escrita. Ao promover interações dialógicas e significativas, Simone constrói um ambiente de aprendizagem colaborativo, reflexivo e respeitoso, que favorece o avanço das hipóteses e o desenvolvimento da autonomia na produção escrita.
Em resposta à Silverlaine Auxiliadora de Araújo dos Santos

Re: C3 - Fórum - professoras/es 1º e 2º anos

por Elaine Neide Silva Paulo Bueno -
A) Considerar as duplas de acordo com aproximação do nível silábico.
B) Observar, questionar e validar as interações entre as crianças.
C) Questionar as crianças de modo que pensem sobre o sistema de escrita.
Em resposta à Primeiro post

Re: C3 - Fórum - professoras/es 1º e 2º anos

por Cristina Fraga Carneiro Torres -
A) A professora organizou as duplas considerando os níveis de escrita dos estudantes, garantindo que todas pudessem participar e aprender uns com os outros. As tarefas foram planejadas com diferentes níveis de desafio (lista de ingredientes e modo de preparo), mostrando que ela conhecia os níveis de escrita das crianças e também respeitou as possibilidades de cada grupo. Além disso, havia um propósito comunicativo real (escrever para compartilhar com as famílias), o que deu sentido à escrita e favoreceu o envolvimento dos estudantes.
B) As intervenções da professora tinham intencionalidade nas suas intervenções. Em vez de corrigir as crianças, ela fez perguntas que levaram as crianças a refletirem sobre o que escreviam, comparando palavras conhecidas e descobrindo regularidades. Ao trabalhar com “LIMÃO” e “TRITURE”, por exemplo, estimulou a análise das partes sonoras e a busca por referências em outras palavras, promovendo a reflexão sobre o funcionamento do sistema de escrita.
C) A professora interagiu de forma acolhedora e mediadora, valorizando as hipóteses das crianças e transformando os “erros” em oportunidades de aprendizagem. Suas perguntas incentivaram a revisão das produções e a construção de novos conhecimentos. Essa postura demonstra uma concepção de alfabetização que respeita o processo e favorece o avanço por meio do diálogo e da reflexão.
Em resposta à Primeiro post

Re: C3 - Fórum - professoras/es 1º e 2º anos

por Erica Faria -
Oi, meninas, que bom ler as respostas de vocês!

Cada uma de uma forma foi trazendo aspectos valiosos sobre a situação didática proposta. Vale a pena ler o que as colegas postaram para comentar e/ou complementar com o que acreditam que possa contribuir para ampliar a reflexão.

Incentivo que pensemos ainda mais sobre o agrupamento proposto pela professora. Vocês trouxeram que ela usou como critério conhecimentos próximos das crianças sobre a escrita e foi isso mesmo. No entanto, as atividades eram diferentes para o grupo 1 e 2, por que isso ocorreu? Qual era a intencionalidade da professora ao fazer isso?
Em resposta à Primeiro post

Re: C3 - Fórum - professoras/es 1º e 2º anos

por Bruna Maria Lourenço Euzebio -
A) A professora Simone garantiu condições didáticas que favoreceram a participação e o aprendizado de todas as crianças, levando em conta suas hipóteses de escrita e diferentes níveis de conhecimento sobre o sistema alfabético.
Os agrupamentos foram organizados de forma estratégica, possibilitando trocas produtivas entre os alunos. Além disso, a professora assegurou materiais de apoio, como cartazes, listas e registros , que serviram de apoio. As propostas também se apoiaram em situações reais de comunicação, o que deu sentido ao ato de escrever e favoreceu a participação de todos no processo.

B) As intervenções da professora foram planejadas para promover reflexão sobre a escrita, e não apenas a correção. Ela atuou como mediadora, propondo perguntas instigantes e comparações com palavras conhecidas, levando as crianças a perceberem regularidades sonoras.
Essas ações despertaram a curiosidade e o raciocínio linguístico das crianças, ajudando-as a construir novas hipóteses e a compreender melhor o funcionamento do sistema de escrita.

C) A interação da professora com as respostas dos alunos é marcada por escuta sensível, respeito e valorização das tentativas.
Ela dialoga com as crianças, incentivando-as a justificar suas escolhas e a comparar diferentes formas de escrita, transformando o erro em oportunidade de aprendizagem. Dessa forma, estabelece um ambiente acolhedor e investigativo, no qual os alunos se sentem confiantes para experimentar, revisar e avançar em suas produções.
Em resposta à Bruna Maria Lourenço Euzebio

Re: C3 - Fórum - professoras/es 1º e 2º anos

por Sueli Auxiliadora de Lima -
Concordo com você Bruna. É evidente que o trabalho desenvolvido demonstra intencionalidade pedagógica e sensibilidade às necessidades reais das crianças. A organização dos agrupamentos, o uso de materiais de apoio e a criação de situações reais de escrita revelam um planejamento cuidadoso, que respeita as hipóteses de cada aluno e promove um aprendizado significativo.

Além disso, as intervenções da professora vão muito além da simples correção: elas estimulam a reflexão, a comparação e a construção coletiva de conhecimentos sobre o sistema de escrita. Esse tipo de mediação qualificada favorece o desenvolvimento do pensamento linguístico e fortalece a autonomia das crianças.

Por fim, a postura de escuta ativa, respeito e valorização das tentativas cria um ambiente seguro e motivador.
Em resposta à Sueli Auxiliadora de Lima

Re: C3 - Fórum - professoras/es 1º e 2º anos

por Bernarda Marlene Batista -
a) A professora Simone garantiu condições didáticas diversificadas e intencionalmente planejadas, considerando os diferentes níveis de conhecimento das crianças. Sua sequência didática partiu de uma situação comunicativa real e significativa — a produção de um livro de receitas de doces de família, o que deu sentido à escrita e favoreceu o engajamento de todos.
Para assegurar a participação de todas as crianças, Simone organizou duplas de acordo com os níveis de escrita dos estudantes. Essa organização permitiu que cada aluno enfrentasse desafios compatíveis com suas hipóteses de escrita, garantindo facilidade de compreensão, apoio entre pares e participação todos. Além disso, ao propor tarefas com diferentes níveis de complexidade, a professora demonstrou conhecer profundamente seus alunos e planejou intervenções que respeitavam suas possibilidades reais de aprendizagem.
b) As intervenções da professora foram intencionais e feitas por meio de perguntas que levavam as crianças a pensarem sobre o que estavam escrevendo. Ela estimulava a relação entre sons e letras, a separação das palavras e a comparação com outras escritas. Também retomava as hipóteses das duplas, ajudando-as a revisar e a testar ou reformular suas ideias. Seu objetivo não era corrigir, mas fazer com que refletissem sobre o sistema de escrita.
c) A professora interage com as respostas das crianças valorizando suas hipóteses e usando-as para promover reflexão. Em vez de corrigir, ela faz perguntas que ajudam a revisar e comparar as ideias, transformando-as em oportunidades de aprendizagem. Sua postura de diálogo favorece o avanço das hipóteses e a construção de novos conhecimentos.
Em resposta à Sueli Auxiliadora de Lima

Re: C3 - Fórum - professoras/es 1º e 2º anos

por Erica Faria -
Sueli, essa questão que você aponta sobre as intervenções da professora é muito importante. Ela vai além da simples correção. Na verdade, o objetivo dela é estimular a reflexão e sabe que corrigir, só dar uma resposta fechada e pronta, não levará o aluno a pensar. Com certeza, isso fortalece e muito a autonomia da criança. Dizemos que é um outro tipo de formação do estudante porque queremos um sujeito pensante. Muito bom!
Em resposta à Erica Faria

Re: C3 - Fórum - professoras/es 1º e 2º anos

por Erica Faria -
Meninas, tudo bem com vocês?

A troca aqui está muito boa! Vocês estão fazendo ótimas contribuições. Venho aqui para fomentar ainda mais esta reflexão: o que toda essa discussão favoreceu refletir sobre SUA PRÁTICA PEDAGÓGICA? O que você leva para o seu próximo planejamento?

Vamos fechar o fórum semana que vem, dia 26/11, não deixem de participar! 

Um grande abraço! 
(coloquei uma cor diferente para destacar meu comentário e todo mundo ver)
Em resposta à Sueli Auxiliadora de Lima

Re: C3 - Fórum - professoras/es 1º e 2º anos

por Bruna Maria Lourenço Euzebio -
A) A professora Simone garantiu condições didáticas que favoreceram a participação e o aprendizado de todas as crianças, levando em conta suas hipóteses de escrita e diferentes níveis de conhecimento sobre o sistema alfabético.
Os agrupamentos foram organizados de forma estratégica, possibilitando trocas produtivas entre os alunos. Além disso, a professora assegurou materiais de apoio, como cartazes, listas e registros , que serviram de apoio. As propostas também se apoiaram em situações reais de comunicação, o que deu sentido ao ato de escrever e favoreceu a participação de todos no processo.

B) As intervenções da professora foram planejadas para promover reflexão sobre a escrita, e não apenas a correção. Ela atuou como mediadora, propondo perguntas instigantes e comparações com palavras conhecidas, levando as crianças a perceberem regularidades sonoras.
Essas ações despertaram a curiosidade e o raciocínio linguístico das crianças, ajudando-as a construir novas hipóteses e a compreender melhor o funcionamento do sistema de escrita.

C) A interação da professora com as respostas dos alunos é marcada por escuta sensível, respeito e valorização das tentativas.
Ela dialoga com as crianças, incentivando-as a justificar suas escolhas e a comparar diferentes formas de escrita, transformando o erro em oportunidade de aprendizagem. Dessa forma, estabelece um ambiente acolhedor e investigativo, no qual os alunos se sentem confiantes para experimentar, revisar e avançar em suas produções.
Em resposta à Primeiro post

Re: C3 - Fórum - professoras/es 1º e 2º anos

por Joicemara dos Santos Lauriano -
a)A professora formou as duplas considerando os diferentes níveis de escrita dos estudantes, garantindo que todos pudessem participar de maneira significativa e aprender uns com os outros. As atividades foram organizadas com graus variados de complexidade — como a elaboração da lista de ingredientes e do modo de preparo — demonstrando que ela conhecia as hipóteses de escrita das crianças e respeitava as possibilidades de cada grupo. Além disso, a proposta tinha um propósito comunicativo real, já que os textos seriam compartilhados com as famílias. Isso conferiu sentido à produção escrita e aumentou o engajamento dos estudantes.

B) As intervenções da professora foram pensadas para incentivar a análise e a reflexão sobre a escrita, indo além da simples correção. Ela atuou como mediadora do processo, formulando perguntas que despertavam a atenção das crianças e estabelecendo relações com outras palavras já conhecidas, o que lhes permitiu reconhecer padrões sonoros.
Com isso, as crianças foram estimuladas a observar, levantar hipóteses e compreender de maneira mais profunda como o sistema de escrita funciona.
c) A interação da professora com as respostas das crianças baseia-se em uma escuta atenta, na valorização das tentativas e na mediação das aprendizagens. Ela acolhe as hipóteses formuladas, reconhecendo o raciocínio presente em cada produção, e utiliza essas contribuições como ponto de partida para novos avanços. Em suas intervenções, evita corrigir de forma direta: prefere lançar perguntas que ampliam o olhar das crianças e convidam o grupo a refletir coletivamente. Dessa forma, constrói-se um clima de confiança, no qual o erro é compreendido como parte fundamental do processo de aprender.
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Re: C3 - Fórum - professoras/es 1º e 2º anos

por Fernanda Guedes Rodrigues Alves Ferreira -
a) Quais condições didáticas foram garantidas pela professora Simone para que todas as crianças pudessem realizar as propostas?
A professora Simone estruturou práticas que asseguraram a participação de todas as crianças, considerando seus diferentes níveis de apropriação do sistema de escrita. Para isso, disponibilizou variados condições didáticas como cartazes, listas coletivas e registros anteriores e organizou momentos de trabalho colaborativo em duplas e pequenos grupos. Esses recursos garantiram que cada estudante mobilizasse seus conhecimentos prévios e ampliá-los por meio da interação.

b) Quais as principais intervenções feitas pela professora durante as situações didáticas que permitiram que as crianças refletissem sobre a escrita?
As intervenções da professora caracterizaram-se por mediações intencionais e orientadas pelo diálogo. Por meio de perguntas problematizadoras, ela estimulou a reflexão das crianças sobre relações fonema–grafema, segmentação, retomando e comparando hipóteses produzidas pelo grupo. Suas ações privilegiaram a construção de consciência sobre a escrita, e não a correção imediata.

c) Como a professora interage com as respostas das crianças?
A interação da professora com as produções infantis baseia-se na escuta qualificada e na valorização das hipóteses formuladas. Ela acolhe as tentativas, reconhece o raciocínio subjacente e utiliza essas respostas como ponto de partida para novas elaborações. Em vez de corrigir diretamente, propõe questões que ampliam o entendimento coletivo, promovendo um ambiente de confiança no qual o erro é compreendido como parte constitutiva do aprender.
Em resposta à Fernanda Guedes Rodrigues Alves Ferreira

Re: C3 - Fórum - professoras/es 1º e 2º anos

por Erica Faria -
Como é bom ler tantas respostas completas, permeadas de muita reflexão e de condições didáticas essenciais para o trabalho de leitura e escrita com as crianças que estão no período de alfabetização inicial.

Lendo cada resposta, observo professoras atentas aos mínimos detalhes para o que um planejamento precisa ter. Observamos que a divisão das tarefas para dois grupos, com desafios ajustados a cada um, é um grande diferencial que impacta nas aprendizagens das crianças. Gostaria de destacar que escrever receitas é um ótimo contexto para atender crianças que já se apropriaram do sistema de escrita alfabética e também para aquelas que não. Para um grupo o foco foi a escrita da lista dos ingredientes, para o outro o Modo de fazer. Vejam que aqui há desafios para todos. Essa é uma grande vantagem pedagógica.

Trata-se, portanto, de propor situações significativas para que as crianças possam levantar hipóteses, estabelecer relações com outras ideias, consultar fontes seguras de informação e justificar as próprias escolhas.

As intervenções feitas pela professora revelam muita interação entre as crianças e entre elas e a professora. As perguntas contribuíram para que as duplas pudessem de fato pensar sobre o sistema de escrita, mas de acordo com a necessidade de cada um.

Espero que essa discussão feita aqui possa reverberar no planejamento de vocês.

Agradeço mais uma vez o envolvimento deste grupo.

Um abraço carinhoso!
Érica
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Re: C3 - Fórum - professoras/es 1º e 2º anos

por Marli Aparecida dos Passos Torres -
A professora organizou as crianças, em dupla, de acordo com os saberes aproximados em relação ao sistema de escrita alfabético. Para as crianças pré-silábicas e silábicas, pediu para escreverem a lista de ingredientes de uma receita conhecida durante as aulas de projeto . Os alfabéticos, escreveriam o modo de preparo. A professora explicou às crianças qual seria o propósito da escrita deles, a função da produção. Entregou uma folha para cada dupla e assim os dois teriam oportunidade de participarem juntos e não cada um fazer o seu. As crianças foram informadas de que poderiam consultar fontes de palavras presentes na sala, certamente essa já era uma ação que estavam acostumados a realizar. Enfim, a professora deu todas as informações necessárias antes das crianças começarem a escrever. Eles já conheciam a estrutura do gênero. Durante a escrita, as intervenções da professora foram fundamentais, pois sem elas as atividades não teriam causado as reflexões acertadas capazes de fazer com que as crianças evoluíssem no seu processo de escrita. Ela pede que as crianças apontem e leiam o que escreveram e os ajudam a refletirem e revisarem a escrita que fizeram. Quando Mateus escreve limão até o limite do papel e a professora percebe que sua dupla não disse nada, ela a provoca a dar a sua opinião sobre o que sabe através de perguntas potentes. A professora fala de palavras que começam igual limão, escreve as palavras de referência e, ainda consegue que Luisa fale de outra palavra iniciada com Li de limão e assim teriam que selecionar a parte das palavras que elas precisavam usar para escrever limão. Já ao grupo 2, foi dada a tarefa de escrever o modo de preparo, tarefa nada fácil, mas com o conhecimento já adquirido pelas crianças e com a intervenção da professora foi possível. As crianças encontraram um grande desafio para escreverem a palavra triture devido a presença de sílaba complexa. A professora faz intervenções fazendo perguntas potentes, diz que eles escreveram letras boas para a palavra triture, mas propôs a eles a reflexão sobre o início da palavra. E depois de algumas tentativas, de lerem e perceberem que algo estava errado decidiram consultar palavras iniciadas com tri. Eles mesmos chegaram à conclusão que precisavam de 3 letras e qual deveria ser a posição delas. Para concluir, a atividade só alcançou os objetivos previstos devido a boa intervenção pedagógica que provocou reflexões profundas, deu a segurança de que estavam no caminho certo, quando por exemplo, a professora disse às duplas que escreveram letras boas e, consequentemente aprimoraram sua própria escrita.
Em resposta à Primeiro post

Re: C3 - Fórum - professoras/es 1º e 2º anos

por Adriana Maria Mendes Cardoso -
a) A professora Simone conduziu a aula para que todos alunos participassem formando as crianças em duplas ou pequenos grupos respeitando os níveis de conhecimento. Utilizou textos já trabalhados em sala e ofereceu apoios, como cartazes e registros coletivos, para ajudar na leitura e na escrita. Assim, todas as crianças puderam participar e aprender, cada uma a partir do que já sabia.

b) As principais intervenções aconteceram por meio de perguntas e comentários que ajudavam as crianças a pensar sobre o que estavam escrevendo. Ela chamou a atenção para as produções dos colegas, incentivando a observação e a comparação entre as escritas. Também propôs relacionar palavras conhecidas, destacando letras ou partes iguais no início das palavras, para que as crianças refletissem. Além disso, acompanhou o trabalho das duplas, voltando nas hipóteses das crianças, confirmando suas ideias e ajudando-as a avançar.

c) A professora interage com as respostas das crianças por meio da escuta e do diálogo. Ela considera o que os alunos dizem e utiliza suas respostas para fazer novas perguntas, incentivando-os a pensar e a comprovar suas ideias. Em vez de dar a resposta pronta, propõe questionamentos que ajudam as crianças a perceberem o que falta ou o que pode ser ajustado na escrita. Sendo assim, a professora estimula a reflexão, e cria um ambiente em que as crianças se sentem seguras para participar e aprender.
Em resposta à Primeiro post

Re: C3 - Fórum - professoras/es 1º e 2º anos

por Edilane Cristina Lopes Souza Júlio -
As condições didáticas garantidas foram: agrupamento dos estudantes de acordo com o nível de desenvolvimento dos estudantes, a utilização de um texto já trabalhado em sala e presença de cartazes na sala de aula que garantiram aproximações com a escrita de palavras demandadas pela atividade.
As intervenções da professora foram no sentido de testar, reformular ou validar hipóteses, manter a dupla com foco n a atividade e para garantir a sistematização das discussões da dupla.
A professora questiona as duplas de modo que elas pensem sobre as estratégias formuladas com o cuidado de não antecipar a resposta. O foco das intervenções foi fazer com que as crianças reflitam sobre o processo de escrita e justifiquem as estratégias utilizadas.
Em resposta à Primeiro post

Re: C3 - Fórum - professoras/es 1º e 2º anos

por Cleusa Rita Ferreira Domingues -
A) A professora formou as duplas levando em conta os diferentes estágios de escrita das crianças, possibilitando a participação de todos e a troca de conhecimentos entre os pares. As atividades propostas apresentavam níveis distintos de complexidade, como a elaboração da lista de ingredientes e a escrita do modo de preparo, o que demonstra que a professora conhecia as hipóteses de escrita dos alunos e considerou as capacidades de cada grupo. Além disso, a produção textual tinha uma finalidade social concreta, pois seria compartilhada com as famílias, conferindo significado à escrita e estimulando o envolvimento dos estudantes.

B) As intervenções realizadas pela professora evidenciaram clareza de objetivos e intencionalidade pedagógica. Ao invés de apontar erros ou fornecer respostas prontas, ela conduziu as crianças por meio de questionamentos que favoreceram a reflexão sobre a escrita, incentivando a comparação entre palavras conhecidas e a identificação de padrões. Ao explorar palavras como “LIMÃO” e “TRITURE”, promoveu a análise dos sons da fala e a relação com outras palavras já conhecidas, contribuindo para a compreensão do funcionamento do sistema de escrita alfabética.

C) A postura da professora foi mediadora e acolhedora, respeitando as hipóteses levantadas pelas crianças e utilizando as dificuldades apresentadas como oportunidades de aprendizagem. Suas intervenções estimularam a revisão dos textos produzidos e a construção gradual de novos saberes. Essa prática revela uma concepção de alfabetização centrada no processo de aprendizagem, que valoriza o diálogo, a reflexão e a participação ativa dos estudantes.