Queridas coordenadoras pedagógicas,

Seguimos fortalecendo nossa teia literária, compreendendo a literatura como espaço de encontro, memória, sensibilidade e ampliação de repertórios culturais. Em nossos momentos culturais, buscamos proporcionar experiências estéticas que nos aproximem de diferentes vozes e maneiras de perceber, nomear e recriar o mundo.

A proposta da Teia Literária de 2026 é conhecer um pouco mais da produção de autores e autoras mineiras. Desta vez, convidamos vocês a mergulhar no universo poético de Edimilson de Almeida Pereira.

Conhecendo o autor

Edimilson de Almeida Pereira

Edimilson de Almeida Pereira nasceu em Juiz de Fora, Minas Gerais, em 1963. É poeta, ficcionista, ensaísta, autor de literatura infantojuvenil, pesquisador e professor da Faculdade de Letras da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).

Sua trajetória reúne a criação literária e a pesquisa sobre as culturas afro-brasileiras, as tradições orais, as religiosidades e as manifestações culturais populares. Em sua poesia, diferentes tempos, vozes e matrizes culturais se encontram. A memória, a ancestralidade, a identidade e as experiências da população negra atravessam uma escrita marcada pelo ritmo, pela sonoridade e pela criação de imagens que convidam o leitor a conviver com os enigmas da linguagem.

Autor de uma produção extensa e diversa, Edimilson publicou livros de poesia, ensaios, obras infantojuvenis e romances. Entre suas obras estão Dormundo, Árvore dos Arturos & outros poemas, O homem da orelha furada, Ô Lapassi & outros ritmos de ouvido, Poesia+, O ausente e Front. Com este último, recebeu o Prêmio São Paulo de Literatura.

Fonte: Informações biográficas adaptadas do portal Literafro, da Faculdade de Letras da UFMG, e do Círculo de Poemas.

Para apreciar

Convidamos vocês a assistir à mesa “Saber de cor o silêncio”, realizada durante a Flip 2026. Nela, dois poetas de uma mesma geração, donos de obras vastas e marcadas por grande erudição — o português José Tolentino Mendonça e o brasileiro Edimilson de Almeida Pereira — conversam sobre linguagem poética, enigma e identidade.

Ao longo da conversa, os autores compartilham reflexões sobre a poesia como uma linguagem que não explica inteiramente o mundo, mas cria aberturas para que possamos percebê-lo e interrogá-lo de outras maneiras.

Não deixem de apreciar, a partir do minuto 58, o momento em que Edimilson de Almeida Pereira recita dois de seus poemas: “O homem da orelha furada” e “Dia de festa”. Procurem se deixar conduzir pela voz do poeta, pelo ritmo, pelas pausas, pelas imagens e pelas sonoridades que ganham corpo na leitura em voz alta.

Para refletir

Após a apreciação do vídeo, propomos algumas questões para orientar suas reflexões:

✔ Que imagens, palavras, sons ou sensações permaneceram com vocês após a escuta dos poemas “O homem da orelha furada” e “Dia de festa”?

✔ Na conversa, a poesia aparece relacionada ao enigma e à identidade. Como essas dimensões se manifestam na fala e nos poemas de Edimilson de Almeida Pereira?

Após assistirem ao vídeo e refletirem sobre essas questões, que tal compartilhar as impressões nos momentos dos módulos e com os professores e professoras?

É participando dessa comunidade de leitores e leitoras e valorizando a diversidade de vozes na literatura que ampliamos nosso olhar, nossa escuta e fortalecemos nossa prática pedagógica, contribuindo para uma formação mais plural, crítica e representativa para nós e para os estudantes.