Olá, professores e professoras,

Para darmos continuidade às reflexões sobre como as crianças pensam a respeito do sistema de escrita alfabética e o que devemos fazer para ajudá-las a avançar, seguem algumas cartas de Jogo da Memória produzidas dentro do contexto de um projeto semelhante em outra rede de ensino, em que as crianças elaboram o jogo e, especialmente, se dedicam a revisar as próprias escritas nas cartas. Analise-as, pensando em quais problematizações devem ser propostas a cada uma dessas crianças para que avancem nas escolhas de quais letras e em quais posições devem ocupar nas palavras.

Escrita da palavra POLVO

Escrita da palavra MOSCA

Escrita da palavra PORCO

Observem que se tratam de escritas que indicam representação escrita dos sons (escritas silábicas). O fato dos alunos compararem as duas escritas para escrever a terceira carta já assegura um bom momento de reflexão dos estudantes.  Como vocês potencializariam esse momento de comparação entre as cartas? Que intervenções são possíveis?

Para apoiar a reflexão do que planejar e problematizar, segue um trecho do documento em que essa Sequência Didática está organizada (Material Formação na Escola - Sequência Didática LP - 1º a 3º anos):

Intervenções possíveis

a) Oferece informação em relação aos aspectos qualitativos:

“Macaco começa como o nome de nossa amiga Marina. Pegue a cartela do nome de Marina, leia e mostre qual parte pode ajudar a escrever macaco. Leia o nome sinalizando devagar onde lê”

b) Provocar a comparação entre escritas de crianças que usam letras pertinentes à palavra a partir de centrações diferentes.

“um colega da outra turma escreveu búfalo assim, BFL, e outro assim, UAO. O que pensa sobre essas escritas?”

c) Promover a reflexão sobre a inclusão de letras que faltam

“na palavra tigre, temos R. Veja onde pode colocá-la””.

 

Algumas intervenções da professora são fundamentais para apoiar as reflexões e avanços das crianças para compreensão do sistema de escrita alfabética, como por exemplo:

  • intervenções que proponham que a criança leia o que escreveu e coloquem em confronto essas escritas com outras fontes seguras que são estáveis para a criança (e estão no universo da sala de aula), como nomes dos colegas, dias da semana, meses do ano, nomes de personagens de histórias, palavras do planejamento do dia etc.;
  • Intervenções que ofereçam palavras que tenham o mesmo som e a mesma combinação de letras que a criança possa confrontar com as suas escritas;
  • Intervenções que possibilitem que a criança retome o que já escreveu e antecipe o que ainda vai escrever, refletindo parte por parte dessa escrita para que a análise intrassilábica e os aspectos qualitativos da ordem das letras, por exemplo, sejam levados em consideração. 

Registre as intervenções que você identificou como potentes em seu caderno de estudo. Esses registros também podem enriquecer seu planejamento juntamente com sua articuladora e abrir novas possibilidades para a aprendizagem das crianças de seu grupo. Quando compartilharem a planilha de  acompanhamento das hipóteses de escrita dos estudantes, observe quais avanços passaram a ter a partir de suas intervenções.

Prazo para a conclusão da atividade 14/11.