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No livro Diálogo escola-família (Perez, 2019), há muitos casos seguidos de comentários e sugestões de estratégias possíveis de serem realizadas em qualquer escola em busca de soluções.

Vamos ver um desses casos, mas antes quero fazer uma proposta a você: reflita e registre em seu  material de apoio  quais são as instâncias e possibilidades de conversas com familiares/responsáveis que a escola onde você trabalha ou que você conhece disponibiliza, por exemplo: reuniões gerais, individuais ou outras oportunidades. Registre também como se dá essa comunicação. Essa anotação  pode ser útil para pensar em possíveis soluções adiante!

Agora é o momento de estudo da situação 4, no capítulo 8 do livro Diálogo escola-família (p. 79):

 Os pais não vêm às reuniões porque não se interessam pela educação de seus filhos.” Será?

Ciente do impacto do apoio das famílias na aprendizagem dos estudantes, Margarida, diretora de uma escola de Ensino Fundamental de Jacarepaguá, bairro periférico do Rio de Janeiro, não conseguia entender por que, segundo os docentes, “os familiares que mais precisam” evitavam participar das reuniões na escola, tanto as coletivas como as individuais. Eles já haviam tentado  diversos dias e horários, inclusive sábados. A diretora resolveu observar um dos encontros conduzidos por professores e constatou que a maior parte da pauta consistia em informes sobre tudo o que devia ser feito: verificar a agenda diariamente, usar uniforme, não chegar atrasado, colocar o nome em materiais, ter atenção à lição de casa etc. Esses assuntos tomaram uma hora da uma hora e meia destinada à reunião. No tempo restante, a maioria dos familiares revelava no rosto o cansaço de pessoas que trabalharam o dia inteiro e seguiram direto para a escola. 

Nesse segmento final, eles colocaram algumas dúvidas a respeito do tipo de apoio que poderiam dar aos filhos na lição de casa e perguntaram como estava o projeto do semestre, que havia sido divulgado na agenda. A diretora notou que nesse momento alguns pais e responsáveis, que antes pareciam alheios ao que se dizia, começaram a se interessar. 

Margarida saiu da escola e, a caminho de casa, ficou pensando: “Como fazer uma pauta que possa equilibrar melhor os informes com a interação sobre a formação dos estudantes? O que fazer em relação aos familiares que não compareceram? Será que existem outros espaços para essa interação?” 

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Avance para o nosso próximo  momento formativo: a ampliação conceitual. 

Aguardo você lá!